segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Besta emerge do mar.

A Besta Emerge do Mar (Apocalipse 13:1-10)

No capítulo 13, conhecemos os dois principais aliados do dragão. No estudo deste capítulo (esta lição e a próxima), devemos lembrar que a mensagem foi revelada aos cristãos do primeiro século, especificamente aos discípulos na Ásia que viviam sob o domínio romano. Ligando esta personagem com as profecias de Daniel, podemos ver o poder do governo romano para perseguir os santos. Na identificação desta besta e dos demais aliados, percebemos que o poder do diabo contra os cristãos que receberam o Apocalipse foi exercido por meio de forças humanas.

13:1 – Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.

Vi emergir do mar: O mar, aqui, traz o mesmo significado de várias passagens do Velho Testamento. Ele representa as nações ou a sociedade humana. Em Salmo 65:7, o “rugir dos mares” é igual ao “tumulto das gentes”. Outras passagens usam a mesma linguagem: “Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas!” (Isaías 17:12). “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo” (Isaías 57:20). “...a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações virão a ter contigo” (Isaías 60:5). Jeremias falou do castigo da Babilônia, o poder imperial de sua época que dependia das nações que ela dominava: “Ó tu que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros! Chegou o teu fim, a medida da tua avareza” (Jeremias 51:13). Quando povos sujeitos se rebelaram contra o império, a Babilônia foi inundada pelo mar: “Como se tornou Babilônia objeto de espanto entre as nações! O mar é vindo sobre Babilônia, coberta está com o tumulto das suas ondas.... porque o SENHOR destrói Babilônia e faz perecer nela a sua grande voz; bramarão as ondas do inimigo como muitas águas, ouvir-se-á o tumulto da sua voz” (Jeremias 51:41-42,55). Esta besta surge do mar. Ela acha sua base de poder nas nações, na sociedade dos ímpios. Observe o contraste entre este servo do diabo que sobe do mar, e o anjo forte de Deus que desceu do céu e ficou em pé sobre a terra e o mar (10:1-2).

Esse entendimento é apoiado pelo trecho do Antigo Testamento mais importante na interpretação da besta do mar – Daniel 7. A visão de Daniel começa com esta descrição: “Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar” (Daniel 7:2-3). Veremos mais sobre os quatro animais nos comentários sobre os próximos versículos. Por enquanto, precisamos observar que o mar, mais uma vez, representa as nações ou os povos, especialmente o mundo dos ímpios.

Uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças: O significado dos chifres e das cabeças será explicado em mais detalhes no capítulo 17. Podemos ver a força ou o poder da besta nos chifres, e a sua inteligência ou astúcia nas cabeças. Nesta descrição, já notamos a semelhança da besta com o dragão (12:3). O poder desta besta depende do diabo, o Adversário do povo de Deus.

Sobre os chifres, dez diademas: O dragão tem diademas sobre as sete cabeças. A besta tem diademas sobre os chifres, que serão identificados como reis que reinariam com a besta por pouco tempo (17:12).

Sobre as cabeças, nomes de blasfêmia: A besta é inimiga de Deus e do povo do Senhor. Exalta-se contra Deus com arrogância, mostrando nomes de blasfêmia e irreverência. Como as cabeças serão identificadas como reis (17:9), entendemos a arrogância de reis que se exaltam contra Deus, até aceitando a adoração como deuses. Veremos neste e nos próximos capítulos mais evidências que estes reis sejam imperadores romanos.

13:2 – A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.

A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão: Este versículo ajuda a entender a aplicação principal do livro para os leitores originais. Esta descrição da besta do mar tem uma forte ligação, obviamente, com Daniel 7. Antes de continuar aqui, voltemos a observar alguns fatos importantes nessa profecia de Daniel, uma visão que o profeta teve no sexto século a.C., perto do final do império babilônico. Como na profecia anterior relatada em Daniel 2, esta falou de quatro reinos. Três destes reinos são identificados por nome em Daniel (comparando capítulos 2, 7 e 8): ➊ Babilônia, ➋ Medo-Pérsia, ➌ Grécia. O quarto reino não é chamado por seu nome, mas os outros detalhes das profecias e da história nos levam a conclusão de que seja ➍ Roma.

Daniel viu quatro animais subirem do mar. Entre outras características, ele descreveu traços de ➊ leão, ➋ urso, ➌ leopardo e ➍ um animal diferente, terrível e feroz com 10 chifres. Os quatro animais se levantaram numa sucessão, representando os quatro impérios já citados.

Eu acredito que Daniel e João viram os mesmos monstros, mas de pontos de vista bem diferentes. Quando João teve sua visão, a boa parte da mensagem de Daniel já havia sido cumprida. Os primeiros três reinos já haviam caído, e o quarto, Roma, dominava o mundo. Da perspectiva de João, uma única besta tinha características de todos os animais que Daniel viu mais de 600 anos antes. É como se o urso tivesse devorado o leão, assim incorporando alguns traços deste. Quando o leopardo devorou o urso, assumiu algumas características dos dois. Por último, o animal terrível e diferente devorou o leopardo, e passou a refletir algumas qualidades de todos os predecessores. Daniel viu os quatro animais como indivíduos. Ele disse que perderiam o seu domínio, mas que ainda viveriam por algum tempo (Daniel 7:12). João viu uma só besta com algumas características dos impérios anteriores. Continuam vivos porque fazem parte do quarto. Assim, João cita os mesmos animais do mais recente (o reino atual quando ele escreveu) ao mais antigo.

Daniel profetizou sobre os quatro reinos, mas enfatizou o estabelecimento do domínio do Senhor na época do quarto. Disse que o quarto reino, e especificamente o seu décimo rei, seria um reino blasfemador que perseguiria os santos “por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo”, antes da vitória total dos “santos do Altíssimo” (Daniel 7:23-27).

A mensagem de João nos próximos capítulos é uma atualização e ampliação da profecia de Daniel. Ele não precisa falar sobre os primeiros três reinos, pois já passaram. Ele escreveu aos santos que viviam na época do quarto animal, a besta do mar, o império romano. Os cristãos que receberam o Apocalipse veriam logo o décimo rei se levantar contra os fiéis. Eles precisavam do consolo de saber que a profecia de Daniel não havia falhado, e que a vitória final viria logo depois da angústia iminente.

E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade: Há uma ligação fundamental entre o poder do império romano e o diabo. O poder do grande e irreverente perseguidor na terra vem de Satanás. O governo romano se tornou um instrumento na mão do dragão quando este foi pelejar com os descendentes da mulher (12:17). Nos aspectos espirituais de sua batalha, ele teve o apoio de seus gafanhotos e anjos. Na batalha terrestre, ele conta com o apoio do poder governante, o próprio império romano. Em qualquer situação, ele age na esfera limitada pelo domínio absoluto de Deus.

13:3 – Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;

Vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada: As cabeças são reis (17:9). Um dos reis foi golpeado de morte. Este golpe mortal atinge a besta (13:12) e seu poder de perseguir e destruir os santos. Considerando as cabeças como reis da besta ou império perseguidor, a morte de uma cabeça seria o fim da perseguição daquele rei, talvez pela morte do próprio imperador. Quando surgir um outro rei perseguidor, seria como a cura da ferida da besta. Como já comentamos que esta visão é explicada melhor no capítulo 17, veremos que cinco reis já caíram, e que João escreveu antes de emergir um oitavo rei “que procede dos sete” (17:11). A força perseguidora diminuiu, temporariamente, mas ainda surgiria com grande intensidade, como se fosse a ressurreição da cabeça opressora.

E toda a terra se maravilhou, seguindo a besta: Demonstrações de poder ganham a admiração do mundo. As pessoas podem ser persuadidas pela autoridade de líderes, governos, etc., ou podem simplesmente seguir por intimidação, por causa do medo do poder dos dominadores. O poder de realmente ressuscitar os mortos pertence a Deus, não ao diabo. Mas, ele pode enganar pessoas “com todo poder, e sinais, e prodígios de mentira” (2 Tessalonicenses 2:9-10). Neste caso, não precisa ressuscitar uma pessoa; ele apenas dá nova vida à causa do governo maligno na perseguição dos santos. O mundo acha que a besta ganhará, e se maravilha. Foi isso que aconteceu no intervalo antes da sétima trombeta. A besta mostrou seu poder e o mundo participou da festa. Infelizmente para eles, a festa não durou (11:7-13).

13:4 – e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?

E adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta: Para o mundo, demonstrações de poder são provas do favor de um deus e, por isso, motivos para louvá-lo (Juízes 16:23-24). Qualquer vitória pode ser interpretada como evidência da impotência do “deus” do inimigo (Isaías 36:18-20). A besta recebeu seu poder do dragão, até dando nova vida ao poder perseguidor. O mundo admira tal poder e adora o dragão.

Também adoraram a besta: A própria besta, o governo romano, recebe a adoração do povo.

Quem é semelhante à besta?: Que blasfêmia! O salmista disse ao Senhor: “Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas tem feito, ó Deus; quem é semelhante a ti?” (Salmo 71:19). São palavras de exaltação devidamente oferecidas a Deus. Mas as mesmas palavras, aplicadas à besta, são blasfêmia inegável.

O contraste nos conflitos no Apocalipse é claro. Na batalha no céu, o exército dos fiéis é liderado por Miguel, cujo nome quer dizer “Quem é semelhante a Deus?” (12:7). Mas os povos do mundo, tão impressionados com o poder imperial, negam o poder de Deus e perguntam: “Quem é semelhante à besta?”.

Quem pode pelejar contra ela?: Para os cristãos que receberam este livro, a resposta seria fácil. A besta recebe seu poder do dragão, e o dragão foi claramente derrotado nas batalhas do capítulo 12. Os vencedores daquele capítulo podem não somente pelejar, mas certamente podem vencer!

Mas os povos que admiram a besta não enxergam a luz da revelação dada aos servos do Senhor. Para eles, não há poder superior ao do diabo. Suas palavras arrogantes são um desafio que será respondido nos próximos capítulos, da mesma maneira que o desafio de Rabsaqué foi respondido pelo poder de Deus (2 Reis 18-19).

13:5 – Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses;

Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias: Novamente, o texto mostra a arrogância da besta. Ela tem nomes de blasfêmia nas cabeças (13:1) e recebe a adoração dos povos (13:4). Aqui, ela tem condições de se exaltar e de falar blasfêmias.

E autoridade para agir quarenta e dois meses: A imagem da besta é assustadora. O poder dela é tão grande que a terra toda vai atrás, dando-lhe honra. O mundo pode ser enganado, mas os leitores do Apocalipse sabem que o poder dela é limitado pelo mesmo Senhor que já venceu o dragão. Ela terá autoridade para agir por um tempo limitado (42 meses – veja 11:2).

13:6 – e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.

E abriu a boca em blasfêmias contra Deus: A ousadia da besta não tem limites. Ela abre a boca para falar contra o próprio Senhor. O décimo primeiro rei de Daniel 7:24-25 faria isso. Vamos ver ainda a relação entre aquele rei e a besta do mar.

Para lhe difamar o nome: O nome representa a pessoa. O nome de Jesus salva no sentido que o próprio Jesus salva (Atos 4:12; 13:23). Difamar o nome de Deus é atacar o próprio Senhor.

E difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu: Difama, também, o povo de Deus. O tabernáculo aqui não é uma estrutura material (nem o tabernáculo, nem o templo). É o povo de Deus, os que habitam no céu. [Veja o comentário ao lado sobre os que habitam no céu e os que habitam na terra.]

13:7 – Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação;

Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse: Já tivemos uma previsão disso no vislumbre do trabalho da besta em 11:7. Ainda teremos descrições mais completas destas pelejas nos próximos capítulos. Aqui o comentário é rápido. A besta luta contra os santos e é vitoriosa. Da mesma maneira que o capítulo 11 nos avisou do ataque e até da vitória da besta, o mesmo capítulo nos assegura que a história não termina aqui. A besta vence . . . por enquanto!

Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação: Como sempre, a autoridade do diabo e dos seus servos é limitada pelo poder superior de Deus. A besta recebeu permissão para dominar os povos ímpios. Mas a autoridade da besta, como a do próprio dragão, é definida pelo Soberano Deus (Daniel 4:32).

13:8 – e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra: Quando a besta matou as duas testemunhas, os povos fizeram sua festa de vitória (11:7-10). Aqui ela se pôs contra Deus e contra o povo do Senhor, e o mundo dá louvor à besta.

Aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida: Como observamos acima, os habitantes da terra, aqui, são os ímpios. O contraste entre esta categoria e “os que habitam no céu” é evidente. Sobre o significado do “Livro da Vida”, veja os comentários em 3:5.

Do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo: A besta pode exercer autoridade sobre tribos, povos e nações. Ela pode ser adorada pelos ímpios. Pode pelejar contra os santos e os vencer. Mas o Livro da Vida está no poder do Cordeiro (veja comentário sobre o Cordeiro em 5:6). Como foi frisado na visão das duas testemunhas no intervalo no capítulo 11, o poder do diabo e de seus aliados não vai além da morte. Podem pelejar, vencer e matar. Mas o Livro da Vida e o poder para garantir a ressurreição e a vida eterna pertencem exclusivamente ao Senhor. O Cordeiro tira pecados e salva os fiéis das conseqüências do pecado. Ele foi morto, conforme o plano eterno de Deus (Efésios 1:3-8), para a salvação dos homens. Ele foi morto, mas está vivo (1:18; 5:6). Mostrou seu poder sobre a morte e garante a vida eterna aos santos fiéis.

13:9 – Se alguém tem ouvidos, ouça.

Se alguém tem ouvidos, ouça: Preste atenção. É importante! Esta frase aparece oito vezes no livro – em cada uma das cartas às sete igrejas e aqui. Sempre tem o propósito de chamar atenção à mensagem do Senhor, e incentivar os ouvintes a tomarem a decisão certa em resposta à palavra. O versículo que segue contém uma mensagem que oferece consolo para os santos, conforme a conduta deles. É importante prestar atenção.

13:10 – Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.

Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada: Há diversas interpretações deste versículo, mas parece mais provável que o Senhor esteja falando aqui sobre os perseguidores – aqueles que prendem ou até matam os santos. Entendido desta maneira, seria uma promessa de vingança contra os opressores. Aqueles que levam os outros ao cativeiro ou que usam a espada para matar, sofrerão os mesmos castigos. Quando a besta se levantou no capítulo 11 para matar as duas testemunhas, a sua vitória durou pouco tempo e a cena se encerra com o sofrimento dos inimigos que se regozijavam com a morte dos servos fiéis. Aqui, também, a besta se levanta para pelejar contra os santos, e conta com a ajuda dos ímpios. Mas quem participar desta perseguição, prendendo e matando os santos, enfrentará a vingança justa.

Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos: A promessa da justiça divina traz conforto aos fiéis. Em termos gerais, os fiéis são perturbados pela injustiça do mundo, e aguardam o dia de acerto quando a justiça de Deus prevalecerá. Assim Ló achou livramento na destruição de Sodoma (2 Pedro 2:7), e as águas do dilúvio serviam de instrumento de salvação para Noé (1 Pedro 3:20). Homens justos, no Velho Testamento, pediam a justiça de Deus sobre os ímpios: “Até quando, SENHOR, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles...” (Salmo 35:17); “Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso, blasfemará o inimigo incessantemente o teu nome?” (Salmo 74:10); “Até quando, SENHOR, os perversos, até quando exultarão os perversos? ... Esmagam o teu povo, SENHOR, e oprimem a tua herança” (Salmo 94:3-5); “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?” (Habacuque 1:2). Veja outros exemplos em Salmos 6:3-8,10; 13:1-6. Esta mesma preocupação estava nas mentes dos servos de Deus no Apocalipse: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (6:10). As promessas no Apocalipse de sofrimento por tempo limitado seguido por vitória total servem para confortar os santos e ajudá-los a perseverarem. A besta emergirá do mar, mas a vitória é dos servos do Senhor.

Conclusão

O diabo não desiste. Depois da série de derrotas no capítulo 12, ele esperou na praia para a chegada da besta do mar, um dos aliados dele. Quando ouviram a descrição da besta do mar, os conhecedores do Velho Testamento perceberiam a gravidade de sua situação. O dragão conta com o apoio de uma besta que junta toda a maldade e ferocidade dos impérios dos últimos seis séculos! O mundo pode ser enganado, achando a besta invencível e incomparável. Mas os fiéis sabem que ela não se compara a Deus, e acham consolo na confiança da vitória final sobre a besta, sobre o dragão e sobre quaisquer outros aliados deles. “Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos".

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Olhando para o céu


“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra...Mas ajuntais para vós outros tesouros no céu” (Mateus 6:19-21).

Jesus trata aqui da atitude que devemos tomar em relação ao uso dos nossos bens materiais. Também adverte os cristãos a nunca terem o sentimento de egoísmo e avareza, e a nunca olharem para as coisas que são aqui da terra.

Em seguida ele compara os tesouros aqui da terra com as maravilhas lá do céu, onde devemos depositar nosso coração. Ele nos diz que devemos lutar pelas coisas santas e puras, assim chamando nossa atenção para que olhemos somente para o céu.

“Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males...” (1 Timóteo 6:8-10).

P aulo exorta-nos que aprendamos a dar mais valor as coisas do céu e a entregar nosso coração as coisas que pertencem ao nosso Pai Celeste.

O amor pelas coisas do mundo acaba sendo nosso maior problema e, muitas vezes, nos tornamos cegos e ingratos. O homem se torna um enamorado do dinheiro e das coisas do mundo “as quais afogam os homens na ruína e perdição” e acaba se desviando da fé. Tomemos cuidado para que os males do mundo não tomem o lugar de Deus no nosso coração.

Satanás, com a permissão de Deus, feriu a Jó, tirando tudo quanto ele possuía. Mesmo assim Jó continuou sendo um servo fiel a Deus. Não é a quantia do que temos que nos fará servos fiéis, mas a vontade de trabalhar no reino do nosso Senhor.

É nosso dever usar nossas posses, sejam elas poucas ou muitas, para louvar ao Senhor. Nunca devemos usar as bênçãos que Deus nos deu para desonrar seu nome. Mas primeiramente devemos reconhecer que tudo que temos foi ele quem nos concedeu, para termos assim condições de dar honras e glórias ao seu santo nome.

–por Joel Oliveira Pinto

AIDS E CANCER SÃO CASTIGOS DE DEUS

EXTRAÍDO: JESUS VOLTARA

Doenças como Aids e câncer, são causadas por Satanás?

A primeira coisa que devemos saber é que nenhuma doença vem de Deus. Ele é o autor só de coisas boas. Tudo aquilo que nos faz sofrer vem da mente do inimigo de Deus que quer fazer sofrer o povo do Senhor.

Mas Deus é poderoso. Foi poderoso para criar e é poderoso para recriar. Portanto, a nossa confiança tem que estar depositada nEle porque até os médicos e os remédios são apenas instrumentos nas mãos do Deus todo poderoso.

Você já ouviu falar dos milagres divinos que Jesus operou quando esteve nesta terra? Pois bem, esse Jesus continua vivo e pode operar os mesmos milagres através do Seu espírito hoje.

Mas é preciso entender que o milagre divino pode acontecer no seu corpo ou no seu coração. Se Jesus quiser e achar que é o melhor para você, curará no seu corpo, mas se na Sua infinita sabedoria Ele tiver outros planos, operará o milagre no seu coração de modo que você não sentirá mais medo de nada.

Devemos confiar em Deus. Quando nossa confiança estiver depositada nEle, passaremos a olhar com certeza as circunstâncias de nossa própria vida, de outra perspectiva.

Uma excelente medicina preventiva é seguir o plano de Deus. A Bíblia diz em Êxodo 15:26 “Dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara.”

A adoração a Deus livra-nos de doenças. A Bíblia diz em Êxodo 23:25 “Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.”

Jesus tem poder para curar doenças. A Bíblia diz em Mateus 4:23-24 “E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. Assim a sua fama correu por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos; e ele os curou.”

A cura vem do Senhor. A Bíblia diz em Jeremias 17:14 “Cura-me, ó Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo; pois tu és o meu louvor.”

Para que possamos nos curar de doenças, devemos seguir os planos de Deus. A Bíblia diz em Tiago 5:14-16 “Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação.”

Não haverá nenhuma doença no céu. A Bíblia diz em Isaías 33:24 “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; o povo que nela habitar será perdoado da sua iniqüidade.”

Muitos nos perguntam: Quando somos atingidos por doenças, isto é sempre alguma provação de Deus ou pecados?

Primeiramente devemos entender que Deus não é responsável pelas doenças. O Senhor nunca coloca uma doença em nós. Ele pode sim permitir que fiquemos doentes, mas não nos torna doentes.

Existem várias causas para a origem das doenças, mas a original é a "entrada do pecado em nosso planeta". Foi o pecado que trouxe as doenças. Mas o que é pecado?

De acordo com I João 3:4, "pecado é a transgressão da lei". O pecado entrou no mundo porque a lei de Deus foi transgredida e isto ocasionou as doenças.

Agora podemos entender melhor o porque da existência das doenças; podemos entender que estas, em sua grande maioria, vêm a nós como uma "conseqüência da transgressão das leis de Deus de saúde" (leis de higiene, etc). Quando ficamos doentes, isto se dá porque não seguimos corretamente as orientações de Deus sobre nosso corpo.

A doença é um esforço da natureza para expelir do corpo as coisas que lhe prejudicam, que lha causassem o mal-estar.

Deus permite muitas vezes que fiquemos doentes por que nós escolhemos isto e, se ao transgredirmos as leis da saúde Deus não impedisse que colhêssemos aquilo que plantamos, estaria nos estimulando á negligência, fazendo com que continuássemos a destruir nosso corpo.

Tem um ditado que diz: "Deus pode transformar uma maldição em uma bênção". Deus pode usar uma doença (que nós colocamos em nosso corpo) e fazer com que esta seja um instrumento de fortalecimento de nosso caráter. Tal provação pode nos ajudar a crescer, voltar para Deus e a aprender a não fazermos mais aquilo de errado que fizemos antes.


Câncer, como evitá-lo?

O câncer pode ser evitado quando seguimos algumas orientações de saúde. Como a alimentação equilibrada, abstendo-nos dos exageros. Por outro lado, mesmo que sigamos todas as regras, tudo direitinho, ainda corremos o risco de ser atingidos por causas desconhecidas (20%), tendência familiar (10%), poluição, infecções por vírus e bactérias (10%), coisas que não temos muito como controlar.

Temos que entender também que existem mais de cem formas diferentes de câncer e que, de cada quatro pessoas no mundo, uma morre de câncer. No Brasil todos os anos aparecem 268 mil novos casos de câncer e cerca de 94 mil pessoas morrem em conseqüência da doença (Instituto Nacional de Câncer). Os tipos mais comuns são: câncer de pele, câncer de pulmão, câncer de estômago, câncer de próstata, câncer de mama, câncer de cólon e reto.

A próstata é a mais cancerosa, mas também é a que, proporcionalmente, mata menos: só 12,5%. No lado das mulheres, a mama é a maior vítima e mata 24,4% das pacientes. Já o câncer de pulmão é feroz: mata 90% dos pacientes. (Ann. Int. Med., 16/11/99.) Só o coração mata mais do que o câncer.

Sabe-se hoje que não é tão fácil ter um câncer. Para que um tecido deixe de ser sadio e se transforme em lesão pré-maligna, é preciso repetir a mesma agressão muitas vezes e durante muito tempo. Depois, tem que continuar insistindo para transformar essa lesão pré-maligna em lesão maligna, e finalmente, é necessário persistir no erro, durante um bom tempo, para que esse tumor deixe de ser um localizado e consiga se espalhar pelo corpo. Assim, se em qualquer momento, você muda os hábitos para melhor, pode alterar definitivamente seu destino. É por isso que existe um crescente entusiasmo com as correções da alimentação, do peso, do fumo, do álcool, exercício físico e até do estresse.

Alimentos e hábitos que aumentam o risco de ter câncer – Os mais perigosos são: gorduras de origem animal, carne vermelha, fumo, café, sal em excesso e álcool.

1.Gorduras de origem animal. Aumentam a possibilidade de câncer de mama – o mais comum nas mulheres; câncer de próstata, o mais comum nos homens, e 3,6 vezes mais freqüentes em quem come muita gordura; câncer do intestino grosso – o segundo câncer mais comum nas mulheres e o terceiro nos homens. (Ann. Int. Med., 1993; 118; 793-803.)

1. Carne. Também está amplamente demonstrado que a carne vermelha aumenta o risco de câncer do intestino grosso (N. Eng. J. Med., 1990; 323: 1664-72). O uso de carne vermelha, ou de aves ou até de peixe, mais de 3 vezes por semana, parece mais do que dobrar o risco de câncer de bexiga (Adventist Health Study). Por isso, mais uma vez Ellen White estava certa quando disse em 1909: “Se a alimentação de carne foi saudável algum dia, é perigosa agora. Constitui em grande parte a causa dos cânceres, tumores e moléstias dos pulmões.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 133.

2. Fumo. É disparado a maior causa evitável de câncer. Seus cânceres prediletos são: de pulmão, de lábios, garganta, boca, esôfago, bexiga, pâncreas, leucemias e mielomas. (Current Med. Diag. Treat. págs. 4 e 5, 1994 e Adventist Health Study; LLU Scope, Julho-Setembro, 1991.) A grande notícia aqui é que vários estudos detalhados mostraram que parar de fumar causa uma diminuição significativa do risco de câncer de pulmão e bexiga, mesmo nas pessoas que fumaram centenas de milhares de cigarros. (Ann. Int. Med., 1º de maio de 1998, vol. 28, págs. 771 e 772.).

3. Café. Aumenta o risco de câncer de intestino grosso e bexiga, nos homens (Am. J. Public Health, 1984, 74:820-803), e muito provavelmente seja responsável por boa parte dos casos de câncer de pâncreas.

4. Comidas muito salgadas. Aumentam o risco de cânceres gastrointestinais, de nariz e de esôfago.

5. Álcool. O consumo contínuo de álcool, mesmo que moderado, aumenta o risco de câncer em vários órgãos: mama, língua, boca, orofaringe, fígado e esôfago (Ann. Int. Med., março de 1984; 100:405-416). Intestino grosso e reto: “Nos homens, o uso do álcool (especialmente cerveja) está definitivamente associado a um risco maior de adenomas do reto e do cólon”. – Gastroenterology, maio de 1993.

Felizmente, existem muitos alimentos que nos protegem: alimentos que diminuem o risco de câncer. Por exemplo:

De pulmão. Frutas duas vezes ao dia reduzem o risco à ¼. Outros protetores são os alimentos ricos em beta carotenos como cenoura, abóbora, inhame, legumes e verduras amarelos e verdes, e os feijões.

De estômago, esôfago e tubo digestivo: frutas e alimentos ricos em beta carotenos.

De próstata. Tomates, morangos e outros vegetais vermelhos, ricos em licopeno diminuem o risco de câncer de próstata em cerca de 40%. Alimentos ricos em beta carotenos (Câncer, 1989; 64:598-604 e Adventist Health Study): feijões, ervilhas, lentilhas, feijão-soja. Frutas secas e fibras vegetais também diminuem o risco em cerca de 40%.
De intestino grosso e reto: repolho, brócolis, couve-flor, feijões, ervilhas, lentilhas, feijão-soja.

De mama: repolho, brócolis, couve-flor e os alimentos ricos em beta carotenos.

De pâncreas: feijões, ervilhas, lentilhas, feijão-soja; frutas secas e fibras vegetais; tomates, morangos e outros vegetais vermelhos, ricos em licopeno.

De bexiga, útero e colo do útero: alimentos ricos em beta carotenos.

Conclusão – Comer frutas uma vez por dia reduz o risco geral de câncer a um terço. Duas vezes ao dia reduz o risco a um quarto. (Adventist Health Study; LLU Scope, julho-setembro de 1991 e Nutr. Câncer, 1992; 18:1-29). Frutas, verduras, legumes e feijões estão em alta. Então, se você não gostava disso, comece a gostar. Eles são capazes de diminuir ou até eliminar o risco de câncer.